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Produtores, consumidores e energia

A onça-pintada, as plantas e a ameba estão fazendo algo em comum, fundamental para a sobrevi­vência de todos os seres vivos, porém de diferentes maneiras. Veja antes um vídeo pra entender melhor esse assunto.

Você sabe dizer o que elas estão fazendo? E você sabe dizer por que fazer isso é fundamental?

Neste capítulo veremos que todos os seres vivos do planeta estão inter-relacionados pela alimentação, em uma grande rede planetária.

RELACIONADOS PELA ALIMENTAÇÃO

Todos os seres vivos têm algumas características em comum, e entre elas está a necessidade de obter alimento. É o alimento que fornece para os seres vivos a energia de que precisam para sobreviver. Os animais buscam seu alimento em outros seres vivos, como plantas e fungos (os cogumelos, por exemplo), e mesmo em outros animais. As plantas, por sua vez, também precisam de alimento, mas não podem caçá-los. Como elas fazem, então?

ORGANISMOS PRODUTORES

Uma das necessidades dos seres vivos é conseguir alimento, que deve estar de alguma forma disponível no ambiente. Então, em algum momento, esse ali­mento deve ser produzido, para depois ser consumido.

Os organismos que fabricam seu próprio alimento são chamados produtores. Os seres vivos capazes de fazer isso são as plantas, as algas e algumas bacté­rias, chamadas cianobactérias. A forma mais comum de produção do próprio alimento é pelo processo conhecido como fotossíntese (do grego photos = luz; synthesis = produção),

Como o próprio nome diz, a fotossíntese é um processo em que há a produção de alimento na presença de luz. Para isso, são necessárias matéria-prima e energia. A planta obtém a matéria absorvendo do ar o gás carbônico e, do solo, a água (as plantas aquáticas obtêm o gás carbônico presente na água). A fotos­síntese é responsável pela produção de glicose, um tipo de açúcar fundamental para a nutrição e a sobrevivência da planta, e de gás oxigênio, que é liberado no ambiente. Esse processo ocorre na presença da energia do Sol e da substância clorofila, que dá a cor verde às plantas.

Podemos dizer que tanto nos ambientes terrestres como nos aquáticos a maioria dos organismos produtores fabrica seu alimento por meio da fotossíntese.

ORGANISMOS CONSUMIDORES

Os seres vivos que não produzem seu próprio alimento precisam obtê-lo de outros organismos, por isso são chamados consumidores.

Entre os consumidores, os que só se alimentam de organismos produtores são chamados animais herbívoros {do latim herba = erva; vorarae = co­mer, devorar). Existem animais que se alimentam de partes de outros animais, de seus produtos, como leite e ovos, ou mesmo deles inteiros; por isso, são chamados carnívoros (do latim carne = carne; vorarae = comer, devorar). Há ainda animais que se alimentam tanto de produtores quanto de consumidores, sendo classificados como onívoros (do latim omnis = tudo; vorarae = comer, devorar). Os animais que matam sua presa para se alimentar são chamados predadores.

Assim, percebe-se que, dependendo do tipo de consumidor que um animal é, ele poderá obter ali­mento de diversas formas, utilizando vários itens alimentares em sua dieta.

Plantas carnívoras

As plantas carnívoras podem capturar pequenas presas, geralmente insetos, e obter deias certos minerais.

Essas plantas atraem os animais com cheiros e cores. Suas folhas são modificadas e podem apre­sentar substâncias pegajosas na sua superfície, de modo que, ao pousar sobre elas, os animais fi­cam presos. Em seguida, a planta fecha uma “ar­madilha” sobre a presa e libera substâncias que vão paralisá-la e digeri-la. Os nutrientes liberados pela digestão podem ser absorvidos e incorpora­dos pelas plantas carnívoras, como complemento para a nutrição, já que ela realiza fotossíntese e produz seu próprio alimento.

Mas atenção: as plantas carnívoras não têm um sistema digestório, como a maioria dos animais. A digestão ocorre nas próprias folhas, que tam­bém são responsáveis por absorver os nutrientes.

CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES

Você deve ter percebido que todos os seres vi­vos estão inter-relacionados, formando uma grande rede que depende, inicialmente, da energia do Sol que chega à superfície da Terra.

produtores

Os organismos que usam a energia solar e pro­duzem alimento, os produtores, constituem a base da cadeia alimentar, que é dividida em níveis.

Os produtores (Ia nível) são a base para a ali­mentação dos consumidores, inicialmente os her­bívoros (2- nível) e. depois, os carnívoros (3a nível e demais). Perceba que mesmo os carnívoros de­pendem indiretamente dos produtores.

A essa sequencia de alimentação dá-se o nome de cadeia alimentar. Ela pode ser representada por diagramas que mostram o fluxo do alimento nos quais o sentido da flecha sempre aponta o caminho do consumo do alimento.

Um consumidor que se alimenta diretamente de um produtor é considerado um consumidor primário; um consumidor que se alimenta de um consumidor primário é considerado um consumidor secundário; e assim por diante.

Geralmente, as relações de alimentação entre os seres vivos são mais comple­xas do que as que ocorrem em uma cadeia alimentar. Por exemplo, pode haver mais de um consumidor primário que se alimente do mesmo produtor.

Quando, no diagrama, há mais de uma cadeia alimentar possível, e pelo menos um dos componentes ocupa mais de um nível (os consumidores podem, por exemplo, ser ao mesmo tempo primários e secundários), o conjunto das relações se chama teia alimentar.

As teias alimentares podem ser bem complexas.

Ainda fazem parte das teias alimentares os organismos chamados decompositores, que não foram representados até agora. Esses organismos, como os fungos e as bactérias, são responsáveis por consumir a matéria morta dos seres vivos. Ao fazer isso, os seres decompositores devolvem alguns nutrientes para o ambiente. A decomposição será estudada no capítulo 7.

MATÉRIA E ENERGIA

De um modo simples, podemos dizer que ma­téria é o que compõe um corpo. Além disso, deve ser possível medi-la, por exemplo, colo­cando o corpo (matéria) em uma balança para medir sua massa. Já a energia é mais difícil de ser explicada, pois não podemos vê-la: o que observamos são os seus efeitos. Por exemplo, ver a luz de uma lâmpada, sentir o calor do fogo ou do ambiente e ouvir um som. Só con­seguimos medir a energia quando ela se trans­fere de um corpo para outro ou quando ela se transforma. Para você correr, brincar jogar bola etc., é necessário energia para movimentar o corpo, e essa energia provém dos alimentos. Podemos dizer que, nesse caso, houve a trans­formação da energia química (do alimento) em energia cinética (de movimento). Como durante as transformações de energia é comum existir movimento, é aceitável definir energia como a capacidade de produzir movimento.

FLUXO DE ENERGIA E CICLO DÁ MATÉRIA

Dizemos que um produtor, como o capim, adqui­re matéria quando absorve substâncias que estão no ambiente e as incorpora por meio da fotossíntese. A energia que vem do Sol é necessária para a fabricação do alimento. Essa energia pode ser arma­zenada nas substâncias formadas, como no açúcar.

Durante a fotossíntese, matéria e energia são uti­lizadas e sofrem transformações.

Quando a planta produz substâncias, ela incor­pora matéria e armazena energia.

Quando um consumidor primário se alimenta de um produtor, ele está não apenas ingerindo a matéria que há no corpo do produtor, mas também obtendo a energia que está armazenada. Assim ocorre suces­sivamente para todos os consumidores da cadeia.

Dizemos então que, na cadeia alimentar, há um fluxo (passagem) de energia e de matéria de um ser vivo para outro.

Enquanto uma parte da matéria passa de um ser vivo para outro, há outra parte que não é consumi­da (por exemplo, restos de seres vivos como folhas, galhos, ossos, carapaças, fezes etc.) e volta para o ambiente, passando a fazer parte dele. Este é o ciclo da matéria.

Uma parte da energia absorvida por um ser vivo quando ele se alimenta é gasta em suas atividades de sobrevivência: crescimento, locomoção, sono, respiração, reprodução, entre outras. Além disso, os consumidores não aproveitam toda a energia contida nos alimentos, pois parte dela é eliminada nas fezes.

Assim, em uma cadeia alimentar, sempre passa­rá para o nível seguinte uma quantidade de energia menor que a recebida. Isso é um dos fatores que ajudam a explicar por que os animais que ocupam as últimas posições nas teias alimentares, como os grandes carnívoros, correm maior risco de extinção.

A pirâmide de energia

Uma das formas de estudar os ecossistemas e de prever o que pode acontecer com eles, em casos de alguma intervenção, humana ou de outros seres vivos, é pela medida da biomassa.

Com os dados de biomassa, é possível determinar a quantidade total de matéria e, portanto, de energia disponível em cada componente de uma cadeia ou teia alimentar.

Para ter uma ideia do que é isso, é como se uma árvore inteira (fruto, semen­te, flor, folha, caule e raiz) pudesse servir de alimento e dela se pudesse obter energia. A energia contida em todo esse material é representada em um retângu­lo.    O tamanho de cada retângulo depende da quantidade de energia disponível. Assim, cada nível de produtores e consumidores vai formando uma espécie de pirâmide de energia, sendo a base constituída pelos produtores; acima desta, pelos consumidores primários e assim por diante. No gráfico você pode observar como a energia passa de um nível para o outro e, no esquema, está representada a pirâmide de energia.

Na pirâmide de energia representada é possível notar que o tamanho dos retângulos diminui a partir dos produtores. Dizemos, então, que essa pirâmi­de de energia está em equilíbrio.

Em uma pirâmide de energia de uma cadeia alimentar em equilíbrio, os produ­tores (retângulo inferior) devem ter uma quantidade de energia disponível muito superior à energia disponível para os consumidores primários e assim por diante.

Agora, observe a pirâmide de energia ao lado, para os mes­mos produtores e consumidores do exemplo anterior.

Você pode ver que o retângulo inferior que representa a biomas- sa dos produtores, é menor do que o retângulo acima dele (consu­midor primário). Dizemos que essa pirâmide de energia está em desequilíbrio. Logo, haverá falta de alimento para os consumidores.

Caso a situação persista, essa comunidade poderá desapa­recer, iniciando pelos consumidores primários.

O equilíbrio é fundamental para a existência dos seres vivos nos ecossistemas. Qualquer problema que afete um dos membros das teias alimentares poderá afe­tar os demais. 0 ser humano, ao interferir nos ambientes naturais, torna-os modi­ficados. Muitas vezes, essa interferência causa problemas no delicado equilíbrio entre as espécies, trazendo consequências que podem chegar à extinção dos seres daquele ambiente.

  • Os seres produtores e consumidores em um ecossistema.
  • Cadeia alimentar e teia alimentar.
  • Animais herbívoros, carnívoros e onívoros.
  • A fotossíntese e sua relação com a produção de alimento.
  • A importância dos predadores nos ecossistemas.
  • Fluxo de energia e ciclo da matéria nas cadeias alimentares. Biomassa.
  • Pirâmide de energia.
  • Desequilíbrio ambiental.

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